O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, disse esta quinta-feira que “este tempo é o tempo dos eleitores, o tempo do Presidente da República será o tempo seguinte”, recusando-se a traçar cenários.

“Não é o Governo que traça cenários e não vou comentar as declarações do senhor Presidente da República, sendo certo, obviamente, que não posso deixar de concordar com ele. Este tempo é o tempo dos eleitores, o tempo do Presidente da República será o tempo seguinte”, afirmou Marques Guedes em conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros.

O ministro da Presidência considerou que este é o momento dos portugueses decidirem o que pretendem para o futuro do país, após as eleições legislativas de 04 de outubro.

“Neste momento, todos nós portugueses, todos nós eleitores, é que temos de tomar consciência e tomar uma decisão sobre aquilo que é melhor para o nosso país e para o futuro do nosso país”.


Na quarta-feira, o Presidente da República disse que sabe "muito bem aquilo que irá fazer" no pós-eleições e que é "totalmente insensível a quaisquer pressões", mas escusou-se a revelar "um centímetro" da decisão que está na sua "cabeça".

"Quanto ao dia 5, eu estou com muita tranquilidade, sei muito bem aquilo que irei fazer e todos sabem que eu sou totalmente insensível a quaisquer pressões, venham elas de onde vierem. Decidirei nos termos dos meus poderes constitucionais e colocando sempre em primeiro lugar o superior interesse nacional", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas em Nova Iorque.

Cavaco Silva escusou-se, contudo, a revelar a forma como irá decidir, apesar de afirmar já ter uma solução pensada: "a forma como irei decidir, embora já esteja na minha cabeça, eu não irei revelar nem um centímetro".

Ainda durante a conferência de imprensa, e instado a fazer um balanço destes quatro anos de Governo, Marques Guedes referiu que “o Conselho de Ministros tem a tranquilidade de saber que durante estes quatro anos cumpriu aquilo que era o mais necessário para os portugueses que era cumprir o resgate”.

O membro do Governo disse ainda que era objetivo do executivo “poder chegar ao final desta legislatura com a capacidade dos portugueses, e a liberdade dos portugueses, poderem ver-lhes visto ser devolvida uma boa parte da sua soberania financeira e escolher em liberdade, maior que aquela em que o país se encontrava em 2011 quando o Governo assumiu funções”.