Notícia atualizada às 18:40

A cabeça de lista do BE às eleições europeias de maio, Marisa Matias, considerou que o resultado da extrema-direita nas eleições municipais francesas é «preocupante» e atribuiu o crescimento do «populismo» na Europa às políticas de austeridade.

O partido francês de extrema-direita, Frente Nacional, de Marine le Pen, obteve um forte crescimento eleitoral, na primeira ronda das eleições municipais em França, que se realizou domingo, marcadas por uma sanção da esquerda no poder, uma ligeira progressão da direita e uma abstenção recorde.

Em Guimarães, à margem de uma visita ao Grupo 3B'S, da Universidade do Minho, Marisa Matias referiu ainda que as eleições de 25 de maio vão servir como «barómetro» para as expetativas de crescimento da extrema-direita o que, a acontecer, terá «graves consequências» para a Europa.

«É muito preocupante o crescimento da extrema-direita em França», disse a candidata bloquista.

Segundo Marisa Matias, o fortalecimento de partidos de extrema-direita na Europa «tem a ver com o crescente populismo resultante das políticas de austeridade» que para o BE «são na realidade a raiz de todos os males».

Para a candidata do BE, «a principal causa de tudo isto é a forma como a política de austeridade está a destruir económica e socialmente os países e como abre campo ao surgimento destes populismos que se ligam com uma mensagem que, na realidade, vai direta àquilo que são as preocupações das pessoas».

Marisa Matias apontou ainda as eleições de maio como «barómetro» para o crescimento, ou não, da extrema-direita na Europa: «espero que as expetativas que estão criadas neste momento para o crescimento destas forças não se venham a verificar».

Isto porque, alertou, «com a extrema-direita renasce o racismo, renasce a discriminação, agravamento de desigualdades e não o contrário».

PS diz que mostra «desespero» das populações

O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Francisco Assis, justificou o «preocupante» reforço de votação em partidos extremistas, nomeadamente em França, com o «falhanço» das políticas comunitárias dos últimos anos e o «desespero» das populações.

«A subida da extrema-direita, em França e noutros países muito provavelmente, significa que alguma coisa está a falhar e que as pessoas estão a recorrer desesperadamente a soluções populistas e extremistas. Dão respostas erradas, catastróficas e perigosíssimas mas que são muito simples», afirmou o socialista.

Durante uma ação de pré-campanha em Viana do Castelo, o candidato do PS reagiu ao reforço da votação da extrema-direita nas eleições municipais de França, realizadas este domingo, admitindo «preocupação» com os próximos atos eleitorais a realizar noutros países europeus.