Imagine estar a assistir televisão, ou aqui mesmo, a ver a reportagem acima, e só ter acesso às imagens, sem som, porque é surdo. Imagine que o programa que tem o seu interesse até tem linguagem gestual, mas num quadradinho no écrã, tão pequeno que nem consegue perceber.

Passemos à frente no exercício de imaginação porque essa é a realidade de cerca de 81 mil portugueses. É para eles que a candidata Marisa Matias pede igualdade de direitos e promete respostas, mais não seja o cumprimento da legislação nacional.

Por gestos ou palavras Marisa avança na sua candidatura cromo a Belém. O caminho até lá passa pelo país, pela Federação de Associações de Surdos ou pelo Centro para o Desenvolvimento Rápido do Produto, na Marinha Grande. Nome complicado para um local de excelência onde na vertente da indústria ou na área da saúde se dão passos para a evolução da sociedade.

Regressamos aos terrenos da imaginação, a uma espécie de ficção cientifica, mas real, em que os computadores e as impressoras 3D dão vida a objetos do dia a dia que reproduzidos poderão mudar o rumo de um negócio ou, mais importante, a existência de alguém. 

E de novo seguimos caminho, rumo ao Hospital de Leiria. Ali mesmo onde Marisa Matias defende uma saúde pública, acessível a todos, de gestão também pública, a bem das contas nacionais. Cabe ao Presidente da República zelar por isso, fazer diferente do que até aqui foi feito, olhando de forma igual para todo o país. Essa é afinal a visão da candidata para a sua Presidência... porque às vezes, mesmo para bom entendedor, meia palavra não basta.