No Porto, no Coliseu, abrigados da chuva, Marisa Matias e equipa contaram a algumas dezenas de apoiantes ao que vêm. Eles sabem, mas a candidata apoiada pelo do Bloco quer recordar os medos que espreitam e que propõe combater. 

 Alexandre O´Neill foi o primeiro poeta a ser citado pelo mandatário António Capelo "...o medo vai ter tudo /quase tudo/e cada um por seu caminho/havemos de chegar/quase todos/a ratos/ sim/ a ratos”.

Jorge Campos, deputado do BE, pegou na linha do medo para enunciar os temores que cercam a atualidade, o medo de não cumprir as regras de Bruxelas, e novamente a Grécia, e o "bulliying de que foi alvo" por Bruxelas; explicou por isso  da necessidade de os portugueses se insurgirem contra as regras europeias. Mas o medo também está à espreita através de outra candidatura , a de Marcelo Rebelo de Sousa; Marisa Matias acusa o professor de ter "um programa do medo", sem explicar de que medo se trata. Jorge Campos chamou Woody Allen à conversa, para comparar Marcelo Rebelo de Sousa a um camaleão humano, representado no filme "Zélig". Mas, foi também o deputado bloquista que continuou com as citações para concluir que Marisa Matias é" uma candidata com estilo".

A tarde de discussão sobre os medos trouxe por diversas vezes escritores e poetas à liça. Pedro Lamares, ator, citou Manuel António Pina e a sua paixão por gatos para falar sobre os sonhos, felinos e humanos... "Mas os meus gatos dormem e sonham porque não têm fome. Teriam, se precisassem de procurar comida, tempo para sonhar? Acontece também assim com os homens.

Marisa Matias insistiu no Orçamento Retificativo e o veto certo caso seja eleita. Diz a candidata que a solução para o Banif, o peso para os contribuintes e as regras de Bruxelas são inibidores de uma esperança que nasceu com o a nova era política em Portugal.  Marisa Matias afirma que é necessário um presidente sem medo, para fazer frente às diretivas de Bruxelas; e explica,  que em nenhum país da europa as soluções de bons alunos cumpridas por Portugal tiveram paralelo noutro país.

Lançado o mote da campanha das presidenciais, a candidata vai percorrer as zonas urbanas, onde nas últimas legislativas o bloco teve mais votos . Os votos, esses,  contam-se dia 24.