O líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, defendeu hoje, em Vila Real, a reabertura imediata de todos os tribunais e garantiu, se for eleito, o “fim do terrorismo fiscal” que está a “esganar os portugueses”.

Marinho e Pinto aproveitou o dia de campanha pelo distrito de Vila Real para falar sobre a justiça em Portugal, já que foi também aqui que mais tribunais encerraram no âmbito da reforma judiciária, quatro (Boticas, Mesão Frio, Murça e Sabrosa).

“Reabriremos imediatamente todos os tribunais encerrados por este Governo. Faremos uma lei em que todos os julgamentos e todas as diligências serão efetuados nos tribunais da localidade onde ocorreram os factos”, afirmou o líder do PDR e cabeça de lista por Coimbra.


O candidato defendeu “fortes investimentos” no interior do país nas áreas da justiça, saúde e educação e garantiu um “combate intenso contra a pobreza e a miséria”.

O dia de campanha do PDR começou na feira de Vila Real, onde Marinho e Pinto distribuiu panfletos, sorrisos e beijos.

O candidato foi frequentemente reconhecido e uma comerciante até comentou que “é mais bonito ao vivo do que na televisão”. “Já ganhei o dia”, respondeu Marinho e Pinto ao elogio.

O candidato aproveitou todos, vendedores e clientes, para apelar ao voto no PDR, até porque votar no PS e PSD “é continuar tudo na mesma”.

“Esta falsa alternância entre PS e PSD é das maiores mentiras da história de Portugal. Na altura das eleições eles fazem esta dramatização toda, esta encenação toda, como se o culpado fosse só um deles e como se um deles tivesse a solução”, salientou.


O candidato acusou o PS e o PSD, agora coligado com o CDS-PP, de serem “as causas dos problemas dos portugueses” e frisou que, no domingo, é “preciso começar a varrer os dois”.

Depois da feira, o mercado municipal. Nos dois locais a comitiva do PDR encontrou poucos às compras.

“Vi, de facto, poucas pessoas. Não há dinheiro. O pouco dinheiro que as pessoas têm, o Estado está a rapiná-lo”, salientou.


Confrontado com as declarações da Comissão Europeia que considerou que ainda há margem para subir os impostos em Portugal, Marinho e Pinto garantiu que “já não há”.

“O Estado esganou os portugueses com impostos e nós queremos acabar com o terrorismo fiscal sobre os portugueses”, sustentou.

À entrada do mercado municipal, o PDR cruzou-se com as comitivas da Coligação Portugal à Frente e do PS.

“Não vos desejo felicidades porque isso era mau para o país. Desejo-vos saúde”, frisou Marinho e Pinto.


Nesta passagem por Vila Real, Marinho e Pinto esteve sempre acompanhado pela cabeça de lista pelo distrito, a advogada Carmen Amaro, e uma coluna portátil, transportada por uma militante do PDR, que repetidamente ia enunciando os compromissos eleitorais do partido.

À sua passagem uma idosa comentou que aquele era o “partido dos advogados”, mas garantiu que se ele, Marinho e Pinto, fosse candidato pelo distrito votava nele porque “fala muito bem na televisão”.