Marinho e Pinto, o candidato do MPT, que segundo as primeiras projeções deverá ser eleito eurodeputado, disse à chegada à sede de campanha que a sua possível eleição significa que o «regime está pelas horas da amargura» e que é tempo de «criar condições para que a classe politica seja represtigiada».

Marinho e Pinto salientou que os resultados são apenas projeções e que fará a declaração política quando existirem «resultados definitivos». «Quero contar os votos e depois falarei», disse.

Ainda assim, o candidato do MPT acabou por dizer que o resultado da sua possível eleição «é natural», uma vez que «candidatou-se para ser eleito». Admitiu ainda que concorreu também com o objectivo de «prestigiar a classe política», defendendo que o «regime está pelas horas da amargura».

«Considero o resultado natural dado o processo no qual intervim voluntariamente e conscientemente, com o objetivo de ser eleito», afirmou.

Sobre outros voos políticos, Marinho e Pinto lembrou que está «a um ano da reforma» e lamentou que o avanço do MPT signifique uma queda do Bloco de Esquerda, elogiando Marisa Matias.

«Satisfaz-me, por um lado, mas lamento porque tinha uma cabeça de lista (Marisa Matias) que eu respeito muito e é muito válida, do ponto de vista político e dirijo-lhe a partir daqui uma saudação, independentemente da confirmação, ou não, dessa projeção», disse.

Cerca de 30 minutos depois de conhecidas as primeiras projeções que davam a eleição entre um a dois deputados para o MPT, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados chegou à sua sede de candidatura, localizada na Avenida de Roma, em Lisboa, entre aplausos e abraços.

Nas eleições europeias de 2009, o MPT tinha registado 0,7% de votos, o que traduzia cerca de 23 mil votos.