O líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, considerou hoje que o país “suspira pela mudança”, estando farto do “embuste” que são o PS e PSD, que usam a campanha para “passar culpas”.

“Este país suspira pela mudança, este país está farto do PS e PSD, como no final do século XIX o povo português estava farto do Partido Regenerador e do Partido Progressista”, afirmou aos jornalistas, enquanto almoçava num centro comercial do Porto, distrito onde centrou hoje a sua ação de campanha.


Marinho e Pinto considerou serem precisas “coisas novas” na política e o PDR está a “firmar-se” como uma alternativa “credível”, porque a “alternância em Portugal não é entre o partido de Passos Coelho, Cavaco Silva, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Duarte Lima, nem o partido de António Costa, Almeida Santos, Pina Moura, Jorge Coelho e Armando Vara”.

Questionado sobre as sondagens, o líder do PDR referiu que são “uma tentativa de fraude”, porque as reduzem ao “embuste” do PS e PSD, que estão no Governo há 40 anos alternando-se um ao outro, mas quando chegam as eleições usam-nas para um “passar culpas doentio, ridículo, mórbido e apalhaçado”.


Na opinião do candidato às eleições legislativas do próximo dia 04 de outubro, o país precisa de fazer mudanças, de “libertar” o Estado e a Administração Pública das “redes de corrupção”, que os asfixia e de pôr em prática políticas de combate à pobreza e miséria.

O líder do PDR atribuiu a José Sócrates, antigo primeiro-ministro, uma “responsabilidade enorme” no “eclodir” da crise, frisando que outros partidos também não estão isentos de “culpa” na “terapêutica de matação” aplicada ao povo português pelo atual Governo PSD/CDS-PP.

“Em 2011, a Europa tinha um programa de apoio igual ao de Espanha, que aceitou, livrando-se do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas em Portugal o PSD, CDS-PP, BE e CDU recusaram o programa e veio a `troika´ e, com ela, os funcionários públicos e os reformados perderam o subsídio de férias, o IRS aumentou, tal como o IVA na restauração e energia”, disse.


A `troika´ estava à espreita e a bancarrota à vista, mas o que o Governo de Sócrates queria era construir um novo aeroporto, o “despesismo no seu expoente máximo”, vincou.

Por isso, Marinho e Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Coimbra, mostra-se convicto por bons resultados, porque concorre pela terra onde vive e trabalha há 45 anos.

“Não faço como a Catarina Martins, que foge da sua terra, onde é conhecida, para se vir candidatar pelo Porto onde não é conhecida, e não sou como o meu amigo Ricardo Sá Fernandes, que é de Lisboa e vem encabeçar lista no Porto”, sustentou.


Marinho e Pinto frisou não precisar da política “para nada”, na qual só começou aos 64 anos, e quando se afastar “talvez” escreva o livro que ainda não conseguiu escrever por “andar nestas andanças”.