A antiga ministra das Finanças do PSD Maria Luís Albuquerque desvalorizou este sábado o eventual ruído em torno da sua chegada à vice-presidência do partido depois de contratada pelo grupo britânico de gestão de créditos Arrow Global.

"Qual ruído?", devolveu a social-democrata aos jornalistas quando questionada, à margem do Congresso do PSD, sobre o seu novo cargo no partido e eventuais perturbações mediáticas do mesmo.

"Qual ruído era uma pergunta irónica", disse depois a antiga governante e atual deputada social-democrata.

Antes, Maria Luís Albuquerque havia dito que terá na direção do PSD "o mesmo papel que os restantes vice-presidentes, o de ajudar o presidente do partido a definir a estratégia e a continuar a trabalhar pelo interesse de Portugal".

Tal, prosseguiu, "é, como se viu aqui nas muitas intervenções do congresso", o que une e junta os sociais-democratas.

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, havia elogiado antes Maria Luís Albuquerque, que chamou para vice-presidente do partido, declarando que a antiga ministra das Finanças é um dos "melhores recursos" do partido.

"Ela tem muito para dar ao país e ao partido também. É uma pessoa que tem não apenas uma grande qualidade técnica mas também muita qualidade política e gosto de aproveitar sempre todos os nossos melhores recursos", vincou o líder do PSD.

O presidente do PSD anunciou hoje ter escolhido Maria Luís Albuquerque, Sofia Galvão e Teresa Morais para vice-presidentes do PSD, numa equipa de direção que passa a ter quatro mulheres.

Passos Coelho anunciou também a manutenção como vice-presidentes de Jorge Moreira da Silva, Marco António Costa e Teresa Leal Coelho.

José Matos Rosa mantém-se igualmente no cargo de secretário-geral, completando assim a equipa da Comissão Permanente, órgão de direção mais restrito do PSD.