Vítor Gaspar é o segundo ministro a cair, naquela que poderá a sexta mini-remodelação do Governo, com a promoção de Maria Luís Albuquerque a ministra. Resta saber quem a vai substituir na secretaria de Estado do Tesouro.

Em dois anos, o XIX Governo Constitucional perdeu um terço do elenco original. Passos Coelho levou a cabo seis mini remodelações e aumentou o número de membros do Executivo de 48 para 50. O Governo tem mais um ministro e um secretário de Estado do que inicialmente, depois de ter perdido Vítor Gaspar, Miguel Relvas e 15 secretários de Estado.

A dança das cadeiras levou ao poder 18 novos secretários de Estado, incluindo Ana Rita Gomes Barrosa, que entrou para o Governo no início deste ano, mas esteve menos de três meses no cargo. Ao poder, chegou ainda um novo ministro: Miguel Poiares Maduro. Para além disso, dois secretários de Estado, subiram a ministros: primeiro Marques Guedes e agora Maria Luís Albuquerque.

O Ministério da Economia e do Emprego foi o que sofreu mais «mexidas», com a saída de seis secretários de Estado e os ministérios da Justiça e da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social continuam iguais ao que eram. Já as conservam os seus quatro secretários de Estado iniciais e ganharam mais um.

A primeira baixa no Governo foi a polémica saída de Henrique Gomes, que alegou motivos pessoais, mas que terá tido também razões relacionadas com as rendas execessivas aos produtores de energia. O secretário de Estado saiu depois de nunca ter lido o relatório que preparou sobre o tema.

Mas a verdadeira polémica no Governo teve sempre um único protagonista: Miguel Relvas. Foi durante os dois anos de Governo a fonte de muitas das «dores de cabeça» de Passos Coelho que sempre recusou uma demissão. Em Abril, o ministro que era para ficar, caiu mesmo.

Agora é a vez de Vítor Gaspar, muito criticado nas últimas semanas e sem condições para continuar na pasta das Finanças.