Os ex-candidatos presidenciais Maria de Belém e Manuel Alegre estão entre os principais subscritores da recandidatura de Carlos César à presidência do PS e vão fazer parte da comissão de honra do Congresso Nacional deste partido.

Fonte da Comissão Organizadora do Congresso (COC) do PS adiantou à agência Lusa que a lista de recandidatura de Carlos César ao cargo de presidente é encabeçada pelo secretário-geral, António Costa.

Manuel Alegre, que entrou em divergência com a direção do PS na sequência da indicação de Carlos César para o Conselho de Estado no início da presente legislatura, é o segundo da lista de proponentes da recandidatura do ex-presidente do Governo Regional dos Açores, num sinal de que esse episódio estará ultrapassado.

Na lista, segue-se, a Manuel Alegre, o antigo ministro dos Assuntos Sociais e fundador do PS António Arnaut.

Maria de Belém, a presidente do PS durante as direções lideradas por António José Seguro e que ficou em quarto nas eleições presidenciais deste ano, com pouco mais de quatro por cento dos votos, é a quarta da lista de proponentes do atual líder parlamentar socialista.

Além de ter subscrito a recandidatura do seu sucessor no cargo de presidente do PS, a antiga ministra da Saúde do primeiro Governo de António Guterres, tal como Manuel Alegre, também aceitou fazer parte da Comissão de Honra do Congresso Nacional, que se realiza entre sexta-feira e domingo na Feira Industrial de Lisboa.

Subscreveram ainda a candidatura de Carlos César a presidente do PS o líder da JS, João Torres, a recém-eleita presidente do Departamento Nacional de Mulheres Socialista, Elza Pais, bem como os diversos líderes de federações socialistas.

O prazo para a entrega de candidaturas ao cargo de presidente do PS termina na quarta-feira e, segundo os estatutos deste partido, têm de ser subscritas por cinco por cento do total de delegados com direito a voto (cerca de 1700).

Esta fasquia em termos de número de subscritores indicia que Carlos César será de novo candidato único à presidência do PS, cargo que desde 2014, com a liderança de António Costa, passou a ter um perfil mais executivo.