O parecer do Conselho de Jurisdição do PS, de acordo com o qual um congresso extraordinário não é eletivo da liderança, encontra-se com a presidente socialista, Maria de Belém Roseira, «que o divulgará quando entender oportuno», disse à Lusa uma fonte oficial do partido.

O jornal online «Observador» noticiou na sexta-feira que o Conselho de Jurisdição do PS emitiu um parecer, de acordo com o qual um congresso extraordinário não pode ser eletivo da liderança do partido.

O parecer indica, igualmente, que um líder do partido eleito em diretas, como o secretário-geral, António José Seguro, tem legitimidade própria e não pode ser destituído do cargo por qualquer órgão do partido.

Congresso extraordinário pode não ser possível

Este parecer vai ao encontro da posição da direção socialista, reiterada na quinta-feira pelo secretário nacional para a Organização. Miguel Laranjeiro frisou que estão marcadas e aprovadas eleições primárias para 28 de setembro e advertiu que um congresso extraordinário, pelos estatutos, não elege nova liderança.

«O cargo de secretário-geral é uninominal, sendo eleito por voto direto dos militantes. Portanto, um congresso ordinário ou extraordinário - sendo extraordinário nem sequer é eletivo - , não elege o secretário-geral, que tem toda a legitimidade no exercício do seu cargo», defendeu.