A candidata presidencial Maria de Belém considerou esta quarta-feira que um governo de gestão "não é adequado para o momento que o país vive" e escusou pronunciar-se sobre a evolução das negociações à esquerda.

"Considero que um governo de gestão não é adequado para o momento que o país vive. Não me vou imiscuir num processo que está em curso e que deve ser levado a cabo pelas entidades que têm responsabilidade na sua condução", disse, acrescentando que é "no espaço do parlamento que todas as questões estão colocadas".

Maria de Belém respondia a perguntas de jornalistas sobre a possibilidade da manutenção do Governo em gestão, no final de uma reunião com a direção da CGTP, na sede da central sindical, Lisboa, que se destinou a apresentar os princípios da sua candidatura a Presidente da República.

Sobre a reunião, a candidata disse valorizar a concertação social como algo que "não pode ser encenado" e deve ser "assente na base da confiança" entre todos os parceiros.

A coesão social e territorial, as questões do Estado Social, que "implica um grande investimento na capacitação das pessoas e não pode ser abandonado", a preocupação com a pobreza e as relações laborais foram alguns dos pontos abordados, acrescentou.

"A nossa grande preocupação é combater a pobreza, combater as desigualdades, garantir a coesão social e territorial que é uma missão da Presidência da República não através de programas de governo mas através da criação de oportunidades", defendeu.

A "construção de entendimentos que permitam uma paz social adequada" e um "desenvolvimento equilibrado" é outro objetivo da sua candidatura, disse.