É no distrito de Santarém que a candidata presidencial Maria de Belém vai iniciar a campanha eleitoral no domingo. A antiga presidente do PS sublinhou, num almoço com a comunicação social, que esta será uma campanha sem ataques a adversários e “suprapartidária”. Deixou algumas ideias que deverão servir as iniciativas e a promessa de fazer coisas diferentes como, por exemplo, levar outros chefes de Estado a almoçar em instituições.

Na primeira semana de campanha, de 10 a 16 de janeiro, a agenda de Maria de Belém estará focada sobretudo nos distritos do Norte e Centro, com destaque para Lisboa e Porto.

Neste encontro com os jornalistas, em Lisboa, Maria de Belém foi questionada sobre o eventual apoio de António Guterres à sua candidatura – uma notícia avançada pelo Diário Económico esta quarta-feira. Mas a candidata, breve na resposta, afirmou que não tem “indicação” sobre isso.

Já em relação a uma eventual presença de António José Seguro em ações de campanha a candidata frisou que não falou sobre a sua candidatura com o ex-secretário-geral do PS. 

Aliás, a antiga presidente do PS, que é a favorita dos "seguristas", vincou que não procurou o apoio de ninguém, ao contrário de outros candidatos. Esta será uma campanha “simples”, "suprapartidária", com “pessoas de várias filiações partidárias”, garantiu. 

E aos críticos que lhe têm apontado o dedo, nomeadamente sobre a acumulação de funções quando era presidente da comissão parlamentar de saúde, a socialista tem uma resposta a dar: “Conheço o percurso que as mulheres têm de fazer para serem respeitadas".

Além do plano de campanha, Maria de Belém aproveitou este encontro para apresentar Bruno Matias, presidente da  da Associação Académica de Coimbra, como o seu mandatário da juventude. 

Pelo meio, deixou algumas ideias que dão o mote à sua campanha: uma candidata de "causas", com um programa que faz a defesa da Constituição. E promete fazer coisas diferentes. Um exemplo: levar outros chefes de Estado, que visitem Portugal, a almoçar em instituições e a experimentar "aquilo que nós comemos".