A fábrica de malas Cavalinho, em Santa Maria da Feira, foi o exemplo escolhido por Maria de Belém para divulgar um modelo a seguir nesta matéria. Durante a visita, a meio da manhã, saltou à vista o trabalho minucioso das funcionárias. Estas malas são, de resto, uma referência entre os produtos de origem nacional. 

Aqui, cerca de 85% dos trabalhadores são mulheres e a diferença salarial entre os dois sexos é coisa que não existe: as mulheres ganham o mesmo que os homens. Para além disto, acresce uma outra ideia: as remunerações desta empresa estão acima da média nacional, sendo que o salário médio rondan os 900 euros.

 

E a ex-presidente do PS teve a oportunidade de constatar isso mesmo,

"Há igualdade salarial, O salário médio ronda os 900 euros.", sublinhou.

Falando sobre este tema, a candidata frisou que a crise acentuou a desigualdade entre os sexos. Maria de Belém propõe-se a combater esta situação e, a esse propósito, lembrou que a legislação já existe, o que falta é a sua aplicação.

Antes disso, ao início da manhã, em Espinho, a questão da igualdade já tinha sido lançada com as histórias de superação de duas mulheres. Lia e Cristina, duas arquitetas, ou "dois testemunhos com rosto" - como disse a candidata - contaram, perante um auditório também ele cheio de mulheres [com um ou outro membro do sexo masculino], como conseguiram ultrapassar momentos de maior dificuldade.

Falou-se de igualdade, acessebilidade, arquitetura e urbanismo. A candidata disse que quer cidades mais justas, onde a arquitetura esteja ao serviço da inclusão de todos os cidadãos. E vincou que o Presidente da República tem um papel a desempenhar neste domínio.

"O Presidente da República pode mobilizar os poderes públicos para que a legislação seja aplicada."

À tarde, a comitiva foi até Ílhavo, onde visitou a fábrica de louças Vista Alegre. E a escolha não terá sido por acaso, pois também nesta empresa o trabalho das mulheres é de uma enorme importância.