“É um corte em relação à presença física de uma pessoa extraordinária, que teve uma vida de intervenção quando era difícil, que manteve sempre uma dignidade e uma capacidade de enaltecer”, disse, salientando que Maria Barroso abraçou causas por vezes difíceis.


“Era uma pessoa que estava sempre disponível quando precisavam dela e quando achavam que a sua presença era importante, não só pelo seu simbolismo, como também pelo conteúdo, pela densidade e firmeza das suas intervenções”, sublinhou.



"Uma mulher de talentos múltiplos"



"Maria Barroso foi uma mulher de talentos múltiplos. Não apenas uma atriz, mas uma mulher da cultura. Não apenas diretora de uma instituição educativa, mas uma pedagoga. Não apenas uma ativista pela democracia e pela paz, mas em particular uma militante socialista e humanista, uma mulher sem fronteiras que honrou Portugal e honra o PS", disse Carlos César, na Horta, Açores, em declarações aos jornalistas.



"Tenho uma memória pessoal e familiar de grande reconhecimento pelo apoio que sempre prestou a mim e à minha mulher nas minhas atividades ao longo destes anos", disse Carlos César, que manifestou, em nome do PS, "o sentimento de pesar" pela morte de Maria Barroso e dirigiu "uma mensagem de solidariedaade" a Mário Soares, aos seus filhos e "a todos os seus familiares".

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"Mas Maria Barroso sempre teve uma voz e um papel próprios nesse combate", tendo sido candidata pela oposição democrática em 1969, salienta-se também no comunicado assinado pelo secretário-geral do PS.





















"Grande mulher, grande portuguesa e grande socialista"



"Morreu uma grande mulher, uma grande portuguesa, uma grande socialista", destacou o ex-secretário-geral do PS, num comunicado enviado à agência Lusa.



"A Mário Soares, ao nosso companheiro João Soares, a Isabel Soares e a toda a família apresento a solidariedade e a sentida homenagem do Grupo Parlamentar do PS", acrescenta Ferro Rodrigues.

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O tributo a Maria Barroso, indica o convite, ao qual a Lusa teve acesso, visa "evocar o seu legado marcante e inspirador enquanto lutadora pela democracia e pela tolerância e como europeísta ".



"Combatente antifascista, fez da cultura uma exigência da liberdade, da política uma reivindicação de dignidade", lê-se ainda na missiva, à qual a Lusa teve acesso.