Os soldados portugueses que combateram na I Guerra Mundial "não morreram em vão", afirmou o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, nas cerimónias evocativas do 98.º aniversário da Batalha de La Lys, no norte de França.

Apesar das vicissitudes e do número elevado de vítimas, estes homens não morreram em vão. Hoje, lembramos com orgulho e dignidade os soldados aliados, em particular os franceses e sobretudo o Corpo Expedicionário Português que ajudou a construir a paz com o próprio sangue", discursou o governante perante dezenas de pessoas em frente ao monumento aos mortos de La Couture, no norte de França.

Dezenas de pessoas deslocaram-se hoje ao cemitério militar português de Richebourg e ao monumento aos mortos de La Couture para prestar homenagem aos soldados portugueses e recordar a batalha de La Lys, ocorrida a 09 de abril de 1918 e que provocou perto de duas mil vítimas mortais.

É muito importante que todos os anos nos lembremos daquilo que aconteceu: em primeiro lugar para que não volte a acontecer e em segundo lugar para que as famílias daqueles que pereceram na guerra sintam e tenham o reconhecimento por parte dos portugueses e por parte do governo português que essas mortes não foram em vão. Foram mortes na defesa dos princípios da liberdade, da justiça, da democracia e da paz", declarou Marcos Perestrello à agência Lusa.

Também o presidente da Câmara de Richebourg, Gérard Delahaye, afirmou que "os soldados portugueses não morreram em vão" na guerra que qualificou de "maior massacre de todos os tempos", agradecendo aos "milhares de portugueses que lutaram em França para que França mantivesse a sua liberdade".

Portugal entrou na I Guerra Mundial (1914/1918) em março de 1916 e sofreu uma das maiores derrotas militares de sempre na Batalha de La Lys.

A 09 de abril de 1918, enquanto faziam um render de tropas, os militares portugueses, comandados pelas forças britânicas, foram surpreendidos por um ataque alemão que acabaria por conquistar La Lys e depois as terras altas da Flandres, tomando Ypres e o monte Kemmel, já na Bélgica.