O PSD anunciou esta quarta-feira um requerimento para um audição com o ministro da Administração Interna, depois de chumbar um requerimento do PS para Miguel Macedo explicar o cancelamento da participação numa missão na República Centro Africana.

No final da reunião da comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o deputado social-democrata Carlos Abreu Amorim anunciou a apresentação de um requerimento para a ida «rápida» do ministro àquela comissão, antes da audição regimental, para «esclarecimento cabal deste assunto que mais não tem sido do que noticias nos jornais e a sua propalação».

«Nem esta maioria, nem o grupo parlamentar em nome do qual falo, nem o Governo tendem a tapar seja o que for em matérias tão importantes», disse Carlos Abreu Amorim referindo-se a acusações que foram feitas pelo deputado socialista Marcos Perestrello, quando foi discutido o requerimento do PS, que foi chumbado.

«Acho caricato», disse à Lusa Marcos Perestrello, que já não se encontrava na reunião quando o PSD anunciou a apresentação do requerimento.

O requerimento oral do PS pedia a ida do comandante da GNR à comissão para esclarecer os motivos que terão levado ao cancelamento da participação portuguesa numa missão internacional na República Centro Africana, quando os militares portugueses já estavam em treinos de preparação.

Portugal apontou, numa reunião da Eurogendfor, em Paris, a 25 fevereiro, que participaria na missão por decisão política, indicando o número de oficiais que destacaria.

Tendo sido confrontado com o facto de a decisão de enviar militares da GNR para a missão internacional ser uma decisão política e não da competência do comandante da GNR, Marcos Perestrello apresentou oralmente um requerimento para ouvir a tutela, que foi chumbado.

«Não podemos aprovar requerimentos apresentados de supetão na sequencia de outros», justificou no final da reunião Carlos Abreu Amorim.

O deputado socialista Pita Ameixa argumentou que «ao anunciar agora que vai fazer um requerimento a pedir a vinda do ministro está a anunciar que está de acordo com vinda do ministro, que ela é necessária, então só tinha que a ter aprovado».