O presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Marcos Perestrello, desafiou o novo ministro da Economia, Pires de Lima, a renegociar com as transportadoras de passageiros que abandonaram o sistema de passe social.

«Gostaria que o ministro Pires de Lima chamasse a si o tema dos transportes públicos na região de Lisboa. Em agosto há importantes operadores privados de Lisboa que anunciaram a suspensão no sistema do passe social, afetando os concelhos de Sintra, Cascais e Oeiras», afirmou à Lusa Marcos Perestrello.

O líder da FAUL afirmou que as empresas de transportes públicos entraram «numa espiral muito preocupante, perdendo centenas de milhares de passageiros», fruto de uma «política errada que se traduziu no aumento dos preços, na redução dos serviços e dos passes sociais».

«O doutor Pires de Lima devia renegociar esse assunto para voltar a pôr todos os operadores de transportes públicos no sistema de passe social, que é um sistema fundamental para a mobilidade na área metropolitana de Lisboa», sustentou.

«Aproveitando esta mudança no Ministério da Economia devia debruçar-se sobre este assunto», desafiou.

O presidente da rodoviária Vimeca acusou hoje o secretário de Estado dos Transportes de «má-fé» por recusar a proposta da empresa para integrar o passe navegante, obrigando a transportadora a terminar definitivamente com os passes sociais.

Perante a falta de acordo com o Governo, a Vimeca vai avançar definitivamente com o fim dos passes sociais, a partir de 01 de agosto.

Contactado pela Lusa, fonte do Ministério da Economia disse que «a política de transportes é definida pelo Governo no interesse das populações e não por um operador privado, no seu interesse acionista próprio».

Na passada quinta-feira, o Governo aprovou, em reunião do Conselho de Ministros, o pagamento de 21,8 milhões de euros em dívida, relativos a 2011, 2012 e 2013, às transportadoras Rodoviária de Lisboa (RL) e Transportes Sul do Tejo (TST) para manter os passes intermodais, excluindo a Vimeca do acordo.