O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, afirmou que o trabalho desenvolvido pelo Governo nos últimos quatro anos «justifica a ambição da maioria ver renovada essa mesma maioria» nas próximas eleições legislativas.

Marco António Costa comentava assim aos jornalistas a entrevista do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ao jornal Expresso, em que este afirma querer maioria absoluta nas legislativas, mas deixa cenário aberto para possíveis coligações.

«Vamos procurar uma maioria absoluta», disse Marco António, acrescentando que «esta maioria tem feito um trabalho em nome do interesse nacional ao longo destes anos que justifica que tenha a legitima ambição em ver renovada na próxima eleição essa mesma maioria».

Para Marco António Costa, o objetivo é «poder continuar nos próximos anos seguintes o mesmo trabalho, numa nova fase, uma fase marcada por crescimento económico, pela recuperação social do país».

No mesmo local, instado a comentar as declarações de Passos Coelho, que na entrevista admitiu um governo de bloco central com o PS, o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, referiu encontrar-se num encontro entre militantes do PSD e CDS, e não de outros partidos.

«Sinceramente estamos aqui num encontro de militantes do PSD e do CDS para discutir um tema que é vital para o futuro do país, que é o investimento, certamente que não é um encontro de militantes do PSD e do PS, porque se fosse certamente eu não seria orador», afirmou o centrista.

Marco António disse, contudo, que o que leu hoje na entrevista foi Passos Coelho a dar uma «resposta séria», na qual afirmou que «são os portugueses que escolhem», «que não ia fazer cenarizações e que respeitaria a vontade dos portugueses, mas que lutaria por uma maioria absoluta».

O social-democrata disse ainda que as mais recentes sondagens, que dão empate técnico entre o PS e a coligação PSD/CDS, revelam aquele que é um sentimento que os portugueses têm de que a situação do país está a melhorar de forma significativa e que está a crescer a confiança nesta maioria.

«Julgo que está a crescer de forma tão sustentável que até o dr. António Costa [secretário-geral do PS] já revela essa confiança no trabalho que a maioria está a fazer», concluiu.