O porta-voz do PSD Marco António Costa defendeu esta terça-feira que a requisição civil decidida pelo Governo da maioria justificou-se pela «intransigência total e absoluta» dos sindicatos dos trabalhadores da TAP e «em defesa legítima do interesse público».

«Esta requisição surge face a uma intransigência total e absoluta, de diálogo, por parte dos sindicatos. Ainda recentemente o conselho de administração da TAP fez uma última tentativa de reconciliação e, à última hora, de forma completamente inopinada - ao que dizem as notícias por ação exclusiva de um dos sindicatos - acabou por não se conseguir um acordo. Se existe alguma intransigência negocial não é da parte do Governo ou da empresa», afirmou, na sede dos Trabalhadores Sociais-Democratas, em Lisboa.

Os representantes dos funcionários da companhia aérea portuguesa vão hoje ainda decidir se avançam com uma ação cível contra a requisição civil decretada pelo Governo para os dias de greve, entre 27 e 30 de dezembro, em protesto contra a privatização da empresa.

«Os portugueses compreendem que o Governo atuou em defesa legítima do interesse público. O que está em causa é salvaguardar um interesse mais geral face ao interesse particular dos sindicatos em manifestarem-se e apresentar a sua discordância relativamente ao processo de privatização», continuou o vice-presidente do PSD, lembrando que, «há dois anos, a TAP esteve quase privatizada e não houve esta reação».

Marco António Costa considerou que a «primeira iniciativa de forma desproporcionada foi dos sindicatos».

A requisição civil abrange cerca de 70% dos trabalhadores da TAP, permitindo realizar todos os voos previstos para os quatro dias da greve.