O PSD já reagiu à indigitação de António Costa para primeiro-ministro de Portugal, vincando que o novo governo "não conta com o apoio político" do partido. O porta-voz do partido Marco António Costa sublinhou a "fragilidade e inconsistência" da solução governativa apresentada pelo secretário-geral do PS.
 

"É manifesta a fragilidade e inconsistência da solução apresentada pelo PS como alternativa de Governo. Os três entendimentos são assimétricos e omissos em matérias essenciais para o futuro do pais e tem subjacente uma estratégia económica que nos merece as maiores reservas e preocupações."


Marco António Costa afirmou que o Governo "democraticamente escolhido pelos portugueses" foi o de Pedro Passos Coelho, derrubado no parlamento, deixando muitas críticas ao PS e às negociações efetuadas à esquerda. 

O social-democrata assinalou os "esforços do PSD e do CDS" no sentido de estabelecerem um acordo com os socialistas e lembrou, à luz deste enquadramento, que "a crise política surgiu num momento em que Portugal está em plena recuperação económica"

"O Governo democraticamente escolhido pelos portugueses a 4 de outubro foi derrubado no parlamento a 10 de novembro pelo PS, que se aliou a partidos minoritários da esquerda radical e ao PAN. A decisão do PS foi tomada apesar dos esforços do PSD e do CDS no sentido de chegar a um compromisso com o PS e a uma maioria de inspiração europeísta que apoiasse a escolha que os portugueses fizessem."


O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, indigitou António Costa para primeiro-ministro de Portugal, esta terça-feira. 

Em comunicado, Cavaco Silva referiu que a hipótese de um governo de gestão "não corresponderia ao interesse nacional" e que tomou nota da resposta de António Costa "às duvidas suscitadas pelos documentos subscritos pelo BE, PCP e PEV".