O porta-voz do PSD, Marco António Costa, defendeu esta terça-feira que depois das eleições autárquicas todos os órgãos de soberania e agentes políticos devem unir-se pela estabilidade e para tirar Portugal da situação de resgate.

Marco António Costa afirmou que «há vida para além do dia 29», e que «essa vida prende-se com a necessidade de todos os partidos, sem exceção, de todos os agentes públicos, sem exceção, terem de dar as mãos para cooperarem naquela que é a missão que este Governo está a levar a cabo, de salvação nacional».

«Eu acredito sinceramente que a partir do dia 30 a nível nacional teremos todos a capacidade - todos, sem exceção: órgãos de soberania, partidos políticos - de dar as mãos, procurar encontrar os pontos de equilíbrio indispensáveis em cada um dos temas que nos possam distanciar e, em conjunto, construir as soluções que são indispensáveis para termos um Portugal estável no médio longo prazo em políticas que são estruturantes para o país», acrescentou.

Se «todos os partidos, sem exceção, à sua maneira, com a sua visão, têm o mesmo objetivo patriótico: recuperar a independência total e plena do país», então basta «encontrar os pontos de encontro», argumentou Marco António Costa.

Nesse sentido, o porta-voz do PSD insistiu para que a linguagem utilizada durante a campanha eleitoral para as eleições de domingo não «ultrapasse determinados limites», para «evitar que se quebrem laços de cordialidade».

Em seguida, Marco António Costa deixou uma «mensagem de confiança», dizendo que «tudo está este Governo a fazer para garantir que, a partir de 2014, saia de cima dos nossos ombros o jugo, o fardo do resgate financeiro e da perda de soberania que esse resgate financeiro significa para Portugal», num registo da Lusa.