"A ministra (das Finanças) respondia a perguntas colocadas por jovens sobre o futuro e sustentabilidade da Segurança Social. Sobre isto, o PSD e a maioria têm uma posição muito clara, escrita no Programa de Estabilidade apresentado em Bruxelas. Existe um problema orçamental de 600 milhões de euros que tem de ser resolvido. Entendemos que esse problema só pode ser resolvido num amplo consenso entre os partidos do arco da governação e no seio de uma atividade intensa da concertação social, a ajudar a encontrar as melhores soluções", afirmou, após encontro com dirigentes da União Geral de Trabalhadores (UGT), em Lisboa.




"E essa alguma coisa pode passar, se for essa a opção, por alguma redução mesmo nos atuais pensionistas. Se isso for uma distribuição mais equilibrada e razoável do esforço que tem de ser distribuído entre todos, atuais pensionistas, futuros pensionistas, jovens a chegar ao mercado de trabalho, se essa for a solução que garante um melhor equilíbrio na distribuição desse esforço", disse Maria Luís Albuquerque.


"O vice-presidente do PSD transmitiu que a intervenção da ministra foi feita num determinado contexto, um encontro de jovens sociais-democratas. Importa esclarecer a posição do PSD - não há corte nenhum das pensões. Não digo um ‘lapsus linguae’, mas foi acima de tudo uma aula de sapiência com um conjunto de jovens e, portanto, foi retirado do enquadramento", assegurou, reiterando toda a disponibilidade para participar no debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social, mas "depois das eleições", a fim de se atingir "um amplo consenso".