O coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, Marco António Costa, desafiou esta segunda-feira o PS a «romper com a sua fobia» aos consensos, considerando que essa atitude «não passa de uma fuga» à responsabilidade.

«Desafiamos o principal partido da oposição a romper com a sua fobia aos consensos porque ela não passa de uma fuga à responsabilidade, com gravosos prejuízos para Portugal», disse.

Para o social-democrata, o consenso «não se apregoa, pratica-se» e, nesse sentido, o PSD «permanecerá firme» nessa sua determinação em prol do país.

«Apelamos, por isso, a que outros sejam capazes de pôr de lado os seus interesses particulares e de trabalhar com o Governo na definição dos caminhos que assegurem a Portugal o desenvolvimento sustentado e aos portugueses as condições de vida que legitimamente ambicionam», declarou.

Marco António Costa, que falava na sessão de abertura da Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide (Portalegre) até domingo, apelou ainda aos diversos setores da sociedade para cooperarem, uma vez que se vivem «tempos de emergência nacional».

«Exige-se a todos, sem prejuízo dos posicionamentos pessoais e institucionais, um dever de solidariedade e cooperação no caminho de viabilização de um Portugal sustentável», disse.

«Ninguém, nem nenhum órgão de soberania, se pode demitir dessa responsabilidade ativa», acrescentou.

Para Marco António Costa, Portugal «não pode viver permanentes contratempos» nem sentir que há «contracorrentes» no caminho da recuperação da plena soberania.

«A intervenção de todas as instituições deverá sempre levar em linha de conta a situação de emergência nacional que vivemos», insistiu.

O coordenador da comissão política nacional do PSD, que afirmou que o partido ¿não tem medo¿ das eleições autárquicas nem de «qualquer outra» eleição, frisou que o PSD tem um compromisso com a verdade e interesse nacional como «referencial único» da ação política.

O compromisso com a procura do consenso político e social e a prioridade à solidariedade para com os mais desprotegidos e os mais vulneráveis foram outros dos temas abordados pelo social-democrata.

Os cem alunos da Universidade de Verão do PSD começaram esta segunda-feira as «aulas» em Castelo de Vide, por onde passarão ao longo da semana os ex-líderes social-democratas Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes e o socialista Correia de Campos.

A sessão de abertura contou ainda com a presença do presidente da JSD, Hugo Soares, do secretário-geral social-democrata, Matos Rosa, e Carlos Coelho, diretor da Universidade de Verão, refere a Lusa.

No primeiro jantar estarão presentes o candidato do PSD à Câmara de Braga, Ricardo Rio, e o presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Ribeiro.

Depois, ao longo da semana, os cem jovens alunos terão os dias preenchidos com sessões de outras figuras do partido, como Leonor Beleza, Paulo Rangel, o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, além do socialista Correia de Campos, antigo ministro da saúde dos governos de António Guterres, que no jantar de sábado irá falar sobre Segurança Social.

Na sexta-feira de manhã, os deputados Mónica Ferro e José Manuel Canavarro debatem a coadoção por casais do mesmo sexo.

O encerramento da Universidade de Verão de 2013 será feito no domingo pelo líder social-democrata e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, numa intervenção que assinala o segundo grande momento da rentrée política do partido, depois da Festa do Pontal.