O porta-voz dos sociais-democratas, Marco António Costa, afirmou que o PSD está a recolher contributos dos parceiros sociais para elaborar um documento próprio sobre a reforma do Estado, lamentando que o PS recuse discutir este assunto.

Os dirigentes nacionais do PSD Marco António Costa, José Matos Rosa e Teresa Leal Coelho reuniram-se hoje com a UGT, na sede desta central sindical, em Lisboa, a pedido dos sociais-democratas, para debater o chamado «guião para a reforma do Estado» do Governo apresentado há duas semanas pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

«Foi uma reunião que permitiu um franco e aberto diálogo em volta do guião da reforma do Estado. O PSD está a recolher dos parceiros sociais um conjunto de opiniões acerca deste guião da reforma do Estado para o próprio PSD construir também um documento que de alguma forma colabore na reflexão que é preciso o país no seu todo fazer sobre um documento que determinará muito da nossa vida pós-troika», declarou Marco António Costa.

O vice-presidente do PSD considerou que a reforma do Estado deve reunir «o máximo consenso possível e fará seguramente do ano de 2014 um ano crucial no diálogo social e no diálogo interpartidário» e assinalou a disponibilidade da UGT para debater esta matéria.

Segundo Marco António Costa, a atitude da UGT é «completamente contrastante com a completa intransigência do PS de não participar em qualquer tipo de reunião que permita discutir estas matérias, que são matérias centrais para o futuro país, que determinarão a nossa vida coletiva nos próximos anos».

Já o secretário-geral da UGT considerou que o líder do PS manifestou «algum indício de abertura para o diálogo» e agora cabe ao PSD e ao CDS-PP ter «arte e engenho» na forma como convidam os socialistas.

«Eu depreendi isso. Portanto, agora cabe ao PSD e CDS convencerem o PS a sentar-se de novo na mesa das negociações e tentar dialogar. Não me parece difícil», afirmou Carlos Silva.

Carlos Silva declarou que «a UGT não se furta ao diálogo» e «está disponível, nem que seja para dizer que não», mas ressalvou que hoje não foi iniciada «nenhuma negociação» com o PSD e defendeu que o debate institucional deve ter consequências: «O diálogo pelo diálogo não faz grande sentido».