O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, defendeu esta terça-feira a redução da Taxa Social Única (TSU) como forma de criar emprego e garantiu que a medida será construída em concertação social.

«A redução da Taxa Social Única [para as empresas] é uma medida para construir em concertação social e diálogo social, para criar condições, para criar mais emprego», disse o social-democrata aos jornalistas, no final de uma reunião com a ministra das Finanças.


Marco António Costa afirmou que a possibilidade de redução da TSU durante um período de tempo «é muito diferente» da proposta lançada em 2012, reporta a Lusa.

O político admitiu que essa redução da TSU possa causar uma quebra nas contribuições para a Segurança Social, mas considerou que isso seria compensado pela via da criação de emprego.

A delegação do PSD também levou os seus contributos à ministra Maria Luís Albuquerque, defendendo, nomeadamente, a retirada das medidas excecionais de forma gradual.

«As medidas de caráter excecional que foram aplicadas devem ser retiradas gradualmente nos próximos anos», afirmou Marco António Costa aos jornalistas.

Relativamente às estimantivas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que antecipa que o défice orçamental estabilize nos 2,5% até 2020 e que a dívida pública se mantenha acima dos 120% pelo menos até àquele ano, o deputado social-democrata considerou que são «notícias positivas» para o país.

O PSD foi o último dos partidos recebido por Maria Luís Albuquerque esta terça-feira, no Ministério das Finanças.

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, acompanhada pelo secretário de Estado do Orçamento, Hélder Reis, e pelo secretário de Estado-adjunto do vice-primeiro-ministro, Morais Leitão, recebeu ao longo da tarde de terça-feira representantes todos os partidos para a preparação dos documentos no âmbito do semestre europeu, nomeadamente, o Plano Nacional de Reformas, Reformas Estruturais e Reformas Orçamentais.

Antes, o Bloco de Esquerda considerou inaceitável precisamente a possibilidade de o governo baixar a Taxa Social Única (TSU) para as empresas e prometeu combater a medida, caso o governo avance com a ideia.
 
O grupo parlamentar do PCP apresentou um conjunto de propostas à ministra das Finanças que entende como solução para os problemas do país que passam pela renegociação da dívida e valorização dos salários e pensões.
 
O Partido Ecologista Os Verdes defendeu a reposição integral dos salários dos trabalhadores do setor público como forma de fazer crescer a procura interna e estimular o crescimento económico. 
 
O CDS-PP foi o penúltimo partido a ser recebido e defendeu na reunião o fim da sobretaxa de IRS junto da ministra das Finanças, admitindo que tal aconteça de forma gradual.