O vice-presidente do PSD Marco António Costa mostrou-se convicto de que o Governo da maioria vai conseguir cumprir o objetivo de um défice de 4% e de 2,7% em 2015, durante uma reunião com os Trabalhadores Sociais-Democratas, em Lisboa.

«Os últimos dados da execução orçamental conhecidos publicamente demonstram que, até novembro deste ano, a execução se encontra em linha com aquilo que estava planeado pelo Governo, que atingiremos os objetivos com os quais nos comprometemos a nível internacional, ou seja, abaixo dos 4% de défice», afirmou.

O défice orçamental das administrações públicas fixou-se em 6.344 milhões de euros até setembro, ou seja, 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dado divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o que compara com um défice de 5,7% no mesmo período do ano passado.

«4,9% é se contabilizarmos algumas medidas ´on-off'. Em termos técnicos, esse impacto não existirá no próximo ano. convictos de que atingiremos o objetivo dos 4%», garantiu o porta-voz «laranja», avançando com a «expetativa de que a economia cresça pelo segundo ano consecutivo, em 1,5%, que continue a baixar o desemprego e a crescer o emprego».

«Isto acontece num momento e circunstância em que, no plano europeu, há muitos outros países com dificuldades em conseguir atingir os seus objetivos e compromissos, o que revela que a estratégica orçamental da maioria e do Governo é consequente, sólida e está a caminhar de forma adequada para que, em 2015, pela primeira vez em 40 anos e desde que estamos em moeda única, possamos ter o mais baixo défice da nossa história, de 2,7%», disse.

Segundo o INE, os números são explicados pelo «aumento da receita total a uma taxa mais elevada que a despesa», de 3,3% e de 1,6%, respetivamente, sublinhando o aumento da receita com impostos sobre o rendimento e o património (de 5,8%) e com impostos sobre a produção e importação (de 7,4%).

«Ainda há menos de um ano, a liderança do PS e muitas das pessoas que estão com a atual liderança, defendiam uma estratégia à grega. Outros países são apontados como modelos pelo atual líder socialista (Itália). Depois, confrontam-se com a necessidade de pedir compreensão da União e da Comissão Europeia por não conseguirem atingir os seus objetivos», criticou ainda Marco António Costa.