O Partido Social Democrata aplaude a decisão de Cavaco Silva de indigitar Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro. Marco António Costa diz que é uma decisão que "constitui o respeito pelça expressão democrática" das eleições. 

"A decisão do senhor Presidente da República de indigitar o presidente do Partido Social Democrata, na qualidade de maior partido da Coligação que venceu as eleições de 04 de outubro passado constitui o respeito pela expressão democrática dessas mesmas eleições ocorridas em Portugal."

 
Marco antónio costa lembrou, na reação à decisão anunciada por Cavaco Silva, que na democracia portuguesa sempre houve a tradição de dar posse ao partido mais votado: "Sempre assim foi no passado e não haveria razão para que agora não fosse assim". 

O dirigente social-democrata diz que espera que os partidos da oposição saibam agora "respeitar e honrar aquela que foi a vontade popular para criar condições de estabilidade política do Governo que foi indigitado". E responsabiliza o PS pela falta de uma solução de estabilidade para o país.

"Se a Coligação não consegue oferecer uma solução de maior estabilidade para o futuro, tal se deve exclusivamente à responsabilidade do Partido Socialista, que não quis, de forma manifesta, dar qualquer oportunidade de entendimento com a Coligação, de forma a ser oferecida a estabilidade que o país precisa e deseja."


"Estamos certos que, se até agora não foi possível encontrar essa disponibilidade do Partido Socialista, que no âmbito da responsabilidade parlamentar", acrescentou. 
 

"Ato normal em democracia" 


O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo considerou que "indigitar quem venceu é um ato normal em democracia e optar por quem perdeu é que seria estranho", realçando que a responsabilidade é agora dos deputados.

Na reação ao discurso do Presidente da República, que indigitou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, para o cargo de primeiro-ministro, Nuno Melo considerou que este foi um dos discursos mais "importantes, claros e corajosos" de todos os mandatos de Cavaco Silva, afirmando que "indigitar quem venceu é um ato normal em democracia" e "optar por quem perdeu é que seria estranho".

Segundo o centrista - que recordou que Cavaco Silva fez aquilo que todos os Presidentes da República fizeram nos últimos 40 anos - a decisão e a responsabilidade cabe agora aos deputados, sendo de esperar que os parlamentares façam o que tenha que ser feito, escusando-se a antecipar cenários.