«2015 será um ano marcado por factos inequivocamente positivos para os portugueses. Temos as taxas de juro mais baixas da nossa história, julgam que isso se conquistou com a estratégia da oposição? Olhem para a Grécia e vejam o que é que deu a estratégia da oposição», pediu o porta-voz do PSD, durante uma intervenção nas jornadas «Consolidação, Crescimento e Coesão», no Porto.

Marco António Costa disse que é bom saber-se que Portugal partiu do mesmo ponto que a Grécia, em 2011, e que hoje «os resultados estão à vista de qualquer cidadão».

«É muito confortável para um português saber que, em 2011, todos se preocupavam connosco, com Portugal e com a Grécia, e que hoje, juntamente com os outros, estamos só preocupados com a Grécia, porque nós deixamos de fazer parte do problema e somos só parte da solução», sublinhou o dirigente do PSD.

Também hoje, a dirigente e deputada do PSD Teresa Leal Coelho havia distinguido o contexto nacional da situação da Grécia, defendendo que Portugal virou a página no quadro europeu, e antevendo «mais agruras» para os gregos.

«Com total respeito pela decisão eleitoral dos nossos concidadãos gregos, quero aqui afirmar que o que nos separa das circunstâncias da Grécia é o facto de não termos feito o que o PS queria para Portugal», afirmou a vice-presidente do PSD, numa declaração política em plenário, acrescentando: «Foi por isso que virámos a página, e virámos a página no quadro europeu».

A bolsa de Atenas encerrou a perder 9,24% e os juros da dívida helénica dispararam mais de 10%, um dia depois da tomada de posse do novo Governo.

O índice de referência da bolsa helénica – Athex – recuou para os 711,3 pontos e o volume de transações ascendeu a 119,40 milhões de euros.

No mercado secundário, os títulos da dívida soberana a dez anos dispararam, pelas 16:00 em Lisboa, para os 10,357%, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.