O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, disse este sábado, na tomada de posse dos órgãos da Comissão Concelhia de Pombal, que os «ataques» ao relatório sobre a natalidade revelam que o documento «está no caminho certo».

«O interesse que o relatório suscitou, os ataques que lhe foram feitos e as declarações de apoio revelam que é um relatório que está no caminho certo, que coloca questões centrais para o nosso futuro coletivo», afirmou o também porta-voz do PSD.

Marco António Costa salientou que a «primeira batalha» está ganha, uma vez que «a natalidade é um tema da agenda política» e «foi o PSD que o trouxe» para a discussão.

«A segunda batalha que vencemos é a de que a sociedade civil está viva, atuante, atenta e alerta para este tema, que tem a ver com a sustentabilidade do futuro e não apenas com os próximos anos», acrescentou.

O social-democrata sublinhou que o PSD «não está a fazer esse trabalho para ganhar votos nas próximas eleições legislativas», até porque «pensar o país a 20 ou 30 anos não dá votos», mas «dá futuro ao país».

O Governo apelou esta semana a todas as forças partidárias e parceiros sociais para que haja mobilização em torno de uma estratégia nacional para uma política de natalidade, após a apresentação pública no Porto do relatório da comissão independente para uma política de natalidade para Portugal, encomendado pelo PSD e coordenado pelo professor universitário Joaquim Azevedo.

O relatório «Por um Portugal amigo das crianças, da família e da natalidade», que apresenta uma estratégia até 2035, propõe, entre outras medidas, que após o período atualmente em vigor da licença parental, a mãe possa trabalhar em 'part time' e receber a totalidade do ordenado durante mais um ano.

Marco António Costa criticou ainda o silêncio do PS sobre o dossiê dos fundos comunitários, referindo que «não se ouviu nada» dos socialistas, que não tiveram «uma palavra de apreço» numa semana importante para os próximos anos dos portugueses.

«O Governo fechou, esta semana, um dos dossiês mais estratégicos para Portugal nos próximos anos - o dossiê dos fundos comunitários. Serão 25 mil milhões de euros que nos próximos anos serão colocados ao dispor de Portugal, e que são determinantes para o nosso futuro coletivo. Era exigível que o PS tivesse saudado o Governo por ter conseguido fechar um dossiê importantíssimo», afirmou.

Marco António Costa apelou ainda ao consenso político e, citando o ex-ministro socialista Luís Amado, que esteve presente numa conferência dos 40 anos do PSD, referiu: «Disse que, sendo militante do PS, estava ali para mostrar que em determinados momentos é preciso darmos as mãos e encontrar espaços de consenso para tornar possível que a sociedade portuguesa progrida com consenso».

O vice-presidente do PSD e a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e Igualdade, Teresa Morais, marcaram presença este sábado, em Pombal, na tomada de posse do deputado do PSD eleito por Leiria Pedro Pimpão como presidente da Comissão Concelhia de Pombal.

Pedro Pimpão apresentou uma Mesa da Assembleia constituída apenas por mulheres, num total de seis, sendo este órgão liderado por Fernanda Guardado.

Teresa Morais considerou que «uma presença tão expressiva de mulheres, quer na assembleia quer nos órgãos eleitos, é um exemplo a seguir».

Salientando que não pretende afastar os homens, a responsável sublinhou que o que se pretende é uma participação equilibrada e paritária: «As mulheres que têm aqui a oportunidade de participação política reforçada constituem um exemplo e motivação para outras mulheres que ainda não entraram nesta vida ativa».