O vice-presidente do PSD Marco António Costa acusou, esta sexta-feira, o PS de «sacudir a água do capote» em vez de apresentar soluções para o país, classificando-o como um «partido do abstrato» em oposição aos sociais-democratas.

«Quando nós não queremos ser confrontados com algo que nos é incómodo e quando não queremos assumir uma posição sobre alguma coisa, como diz o povo, sacode-se a água do capote. É isso que tem feito o PS: sacudir a água do capote para não assumir em momento nenhum, em concreto, uma posição sobre aquelas que devem ser as soluções que o país deve encontrar para os problemas que tem», afirmou, citado pela Lusa..

Marco António Costa falava durante a sessão de tomada de posse dos novos órgãos da concelhia do PSD do Fundão, distrito de Castelo Branco.

Durante o discurso dirigido aos militantes, o porta-voz do PSD reiterou que é preciso recordar às pessoas o trabalho que a maioria fez desde 2011 e deixou duras críticas ao PS, não só relativamente ao passado como também ao presente.

Marco António Costa sublinhou que a «mudança de liderança no principal partido da oposição não alterou o caminho» e defendeu que no PS se mantém, não só a recusa «em estabelecer um diálogo construtivo com a maioria», como também a postura de procurar responder aos problemas «empurrando as soluções para o projeto europeu».

«Esta é uma forma, sob o ponto de vista político, de se fazer aquilo que o povo designa como sacudir a água do capote», repetiu. Conforme considerou, o «PS coloca-se sempre na posição cómoda de não apresentar soluções, de falar em abstrato sobre os problemas e de fazer «grandes proclamações» sobre os mesmos, mas «sem assumir o risco de dizer qual a solução que tem».

No entender do social-democrata a «agenda para a década» do PS «não passa de um conjunto de ideias vagas e de conceitos abstratos, que no concreto e com objetividade não diz aos portugueses o que se pretende para cada um dos tempos».

Em contrapartida, disse, «o PSD assume o risco de procurar soluções para os problemas, de escolher a solução mais adequada e de a apresentar aos portugueses, bem como de a defender e aplicar com determinação para vencer os problemas».

Marco António Costa sublinhou igualmente que os «portugueses têm de ficar a saber destas diferenças» e que têm de saber «quem são os partidos do concreto e os do abstrato».

«Em democracia, tudo isto tem de ser avaliado. Os portugueses têm de saber quem são os políticos que não têm medo de dizer o que pensam e o que fazem e os políticos que fogem permanentemente à responsabilidade de dizerem o que pensam», acrescentou, enumerando várias das metas que a atual governação alcançou, bem como algumas das medidas «concretas e objetivas» que foram tomadas para «melhorar a vida dos portugueses».