«Em perfeita sintonia». É assim que o porta-voz do PSD, Marco António Costa, classifica a relação da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, com o líder do CDS e vice-primeiro-ministro Paulo Portas, no que toca ao alívio da carga fiscal.

Há «uma mensagem transversal una e clara» entre o Governo, no seu todo, e os dois partidos da maioria relativamente à descida de impostos. «Há uma perfeita sintonia entre as palavras» de Maria Luís e Portas, assegurou Marco António Costa aos jornalistas, no Porto.

«As coisas são perfeitamente conciliáveis». «Julgo que não haverá nenhum dirigente político nem nenhum governante que não deseje expressar e criar condições para baixar impostos», reforçou ainda, citado pela Lusa.

«O que não poderá nunca acontecer é que essas decisões sejam tomadas colocando em perigo todo um conjunto de conquistas feitas de forma tão dura e tão difícil para pormos a economia a crescer», frisou.

Para Marco António Costa, «o Governo, no seu todo, e os dois partidos [PSD e CDS-PP] têm dito que terá que ser feito num plano de grande sentido de responsabilidade, de uma forma gradual e de acordo com as possibilidades que o país possa apresentar». «Julgo que existe aqui uma mensagem transversal una e clara nesse caminho».

Caso BES e os avisos de Cavaco ao Governo

Sobre as declarações que Cavaco Silva fez no domingo a propósito do caso do Banco Espírito Santo (BES), dizendo esperar que o Governo lhe comunique «factos relevantes» logo que tenha conhecimento deles e que isso tenha acontecido em relação ao caso BES, o social-democrata preferiu não «interpretar» as mesmas. Preferiu dizer apenas que «tem havido sempre uma relação impecável institucional entre o senhor Presidente da República e os órgãos de soberania» e vice-versa.

O responsável lembrou ainda que, aquando do anúncio da decisão da criação do Novo Banco, em agosto, o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, usou «adjetivos muito duros» sobre «um conjunto de factos que o apanharam de surpresa nos dias anteriores a essa decisão», bem como ao próprio conselho de administração do BdP.

«No PSD temos procurado criar todas as condições para que este processo seja o mais esclarecido possível», concluiu.