O porta-voz do PSD afirmou, esta terça-feira, que «adivinha» que vão passar as europeias e não vai haver fecho de repartições de finanças, alegando que o PS gosta de «berrar» sobre este tema sempre que se aproximam eleições.

«Antes das eleições autárquicas, o PS berrou que as repartições de finanças iam fechar, e não fecharam. Agora berra outra vez, antes das eleições europeias. Eu adivinho que vão passar as europeias e não vão fechar», declarou Marco António Costa à agência Lusa.

«O PS gosta sempre de berrar sobre este tema antes das eleições», alegou.

Segundo o porta-voz e coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, nesta matéria, o Governo prepara um programa «para responder com mais proximidade e mais qualidade» aos cidadãos.

Um memorando de políticas económicas e financeiras que acompanha o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a 11.ª avaliação ao programa de resgate a Portugal, divulgado na segunda-feira, refere que «50% das repartições locais de finanças vão ser encerradas até ao final de maio de 2014», mas o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional contrapôs hoje que não decisões nesta matéria.

De acordo com Miguel Poiares Maduro, «essa obrigação foi incluída no memorando de entendimento original, pelo anterior Governo», mas tudo está ainda em discussão e o prazo indicado, que corresponde à data do final do programa de resgate a Portugal, não é vinculativo.

Por outro lado, Marco António Costa contestou a tese defendida pelo PS de que a austeridade vai continuar após a conclusão do atual programa de resgate, com mais cortes, afirmando que «o PS confunde cortes com poupanças».

Segundo o vice-presidente do PSD, os socialistas «persistem na tática de procurar atemorizar e amedrontar as pessoas com gritaria na praça pública sobre a estratégia orçamental do Governo», mas «foram desmentidos categoricamente» no que respeita às medidas para 2015.

«Diziam que vinham aí mais cortes em salários e em pensões para a redução do défice para 2,5% em 2015. O que o Governo aprovou são poupanças na própria máquina do Estado», referiu.