O vice-presidente do PSD Marco António Costa disse esta segunda-feira que havia "todas as razões" para PSD e CDS-PP avançarem em coligação para as legislativas, referindo que as críticas da oposição revelam "nervosismo".

PSD e CDS-PP "levaram até ao final do mandato a coligação a governar Portugal, portanto havia todas as razões e todos os fundamentos para este entendimento", afirmou o vice-presidente coordenador da Comissão Política Nacional aos jornalistas no final de um encontro com o candidato presidencial Henrique Neto, na sede nacional do partido, em Lisboa.

"As críticas que foram feitas por parte da oposição revelam o nervosismo que eu julgo que é natural da parte da oposição relativamente a esta proposta de acordo que os líderes [dois partidos] anunciaram", disse o dirigente do PSD.


No domingo, o secretário-geral do PS, António Costa, considerou que a coligação anunciada entre o PSD e o CDS-PP é um "casamento" para "disfarçar as conveniências” e que demonstra que o Governo “nada de novo tem para dar”.

“Foi com alguma estranheza que ouvimos umas críticas muito pouco sustentadas da parte do Partido Socialista e do líder do Partido Socialista à nossa coligação”, respondeu Marco António Costa, considerando que esta aliança “é um ato natural”.


Marco António Costa acrescentou que a coligação foi apresentada “no momento em que ambos os partidos consideraram que era o momento adequado” e que “não nasce de um ato espontâneo, nasce do trabalho de quatro anos”.

Questionado se a coligação irá apresentar ou apoiar um candidato presidencial antes das legislativas, o porta-voz do PSD remeteu uma resposta para quarta-feira, dia em que irão reunir os órgãos nacionais dos dois partidos.

“Teremos oportunidade de observar nos documentos que serão presentes aos órgãos de ambos os partidos, o esclarecimento de quais são essas opções”, afirmou, acrescentando que na “próxima quarta-feira, nos documentos que serão aprovados, haverá uma clarificação estratégica” da posição.

O compromisso para uma coligação pré-eleitoral assinado no sábado pelos presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, prevê que os dois partidos dialoguem para, após as legislativas, apoiarem um candidato presidencial.

"A aliança que proporemos aos nossos partidos respeitará as autonomias regionais e incluirá o necessário diálogo para que, depois das eleições legislativas, apoiemos um candidato presidencial, tendo em atenção que as eleições presidenciais implicam decisões de vontade individual que não se esgotam nem dependem unicamente da esfera partidária", refere o documento do compromisso para a coligação citado pela Lusa.