O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse, neste sábado, ser “muito gratificante” ouvir a posição do presidente do Parlamento Europeu, que se manifestou contra sanções a Portugal por causa do défice do ano passado.

É muito gratificante ouvir isso da parte de uma personalidade com o prestígio pessoal e o peso institucional do presidente do Parlamento Europeu", afirmou aos jornalistas, na inauguração da 1.ª Feira da Economia Social, no Fundão, distrito de Castelo Branco.

Martin Schulz manifestou-se hoje de forma clara contra a eventual aplicação de sanções a Portugal por parte da Comissão Europeia, numa intervenção muito aplaudida no 21.º Congresso do PS, em Lisboa.

"Sabem que costumo ser muito direto: sou contra as sanções a Portugal, claro e simples. Sei que o Governo português está a negociar com a Comissão e internamente no país e tenho a certeza de que haverá uma solução muito construtiva", disse, defendendo que os sacrifícios que os portugueses fizeram têm de ser um elemento a incluir na análise sobre esta matéria.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou, no Fundão, que o presidente do Parlamento Europeu já tinha estado com o presidente da Assembleia da República, com o primeiro-ministro e com o próprio Presidente da República, em encontros em que realçou sempre esta posição.

Em todas as ocasiões, disse o mesmo: fará tudo o que está ao seu alcance para defender o que entende ser justo para Portugal, como, aliás, para outras economias, mas concretamente para o caso português, isto é, estará contra sanções aplicáveis por causa do défice do ano passado", sustentou.

O Presidente da República adiantou ainda que está a ser feito tudo o que é possível para que Portugal não seja penalizado por causa do défice de 2015.

Estamos a fazer tudo o que é possível, numa conjugação de esforços, em que estamos todos juntos - estão os partidos todos juntos, os órgãos de soberania todos juntos, está o Presidente da República, com o parlamento, com o Governo. Juntos porque estamos, por um lado, a defender o interesse nacional, por outro lado, a defender o interesse europeu e a defender um ideal de justiça", assumiu.

Relativamente ao interior do país e questionado pelos jornalistas sobre o que a Presidência da República pode fazer, o chefe de Estado recordou que em menos de um mês de ter tomado posse estava a fazer a primeira visita pelo interior e recordou que vai fazer novas visitas às regiões transmontana e beirã.

"Essas visitas são importantes, não é só para chamar a atenção dos portugueses para a situação do interior, nem para mobilizar os que vivem no interior, mas para ir acompanhando aquilo que pode ser feito, uma parte com fundos portugueses e outra parte com fundos europeus e que está prometido e programado”, declarou.