O Presidente da República felicitou esta segunda-feira os portugueses, o atual Governo PS, os partidos que o apoiam, e o anterior Executivo PSD/CDS-PP pela subida do rating da dívida portuguesa, mas advertiu que, nesta matéria, "a luta continua".

Nós ganhámos uma batalha, não ganhámos a guerra. Portanto, há outras batalhas pela frente. A luta continua, a guerra continua a ter de ser travada todos os dias, mas para isso estão cá os portugueses", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado, que falava aos jornalistas na Base Aérea de Málaga, Espanha, durante uma visita aos militares da Força Aérea Portuguesa ao serviço da agência europeia de controlo de fronteiras, Frontex, considerou que, "em primeiro lugar, estão de parabéns os portugueses" pela subida do 'rating' da dívida soberana portuguesa pela Standard and Poor's (S&P).

Conseguiram, conseguimos. Em segundo lugar, está de parabéns o Governo de Passos Coelho, e os partidos que integraram esse Governo e os parceiros sociais que o apoiaram por um período muito difícil de vitória sobre a crise", prosseguiu.

 

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que "está de parabéns o Governo liderado pelo doutor António Costa, o partido que o integra e os partidos que o apoiam no Parlamento e viabilizam orçamentos, bem como os parceiros sociais que têm viabilizado ou apoiado o Governo".

Referindo-se ao atual Executivo, o Presidente da República disse que "conseguiu fazer aquilo que muita gente pensava que era impossível, antevendo o pior, quando aconteceu o melhor".

Questionado pelos jornalistas sobre esta matéria, o chefe de Estado salientou que se encontrava em território estrangeiro, mas disse que iria "abrir uma exceção" para falar do tema, até por se trata de "uma problemática europeia".

Na sexta-feira, a agência de notação financeira Standard and Poor's (S&P) reviu em alta o 'rating' da dívida soberana portuguesa, retirando-a da classificação de 'lixo' para um primeiro nível de investimento.

Com esta subida do 'rating' de 'BB+' para 'BBB-', Portugal volta a ter uma notação de investimento, atribuída por uma das três principais agências de 'rating' mundiais.

Desde 2012 que a agência S&P atribuía à dívida soberana portuguesa um 'rating' de 'BB+', a nota mais elevada de não investimento, com uma perspetiva 'estável'.