Marcelo Rebelo de Sousa diz que PSD e CDS sentiram a necessidade de antecipar o anúncio da coligação.

"PSD e CDS sentiram a necessidade de acelerar o tempo, estava já a haver contacto há uma ou duas semanas", afirmou.


O comentador político considerou ainda que os dois partidos tiveram que ganhar tempo e «alargar o espaço» para entrar de imediato na campanha eleitoral.

"De repente perceberam que tinham de alargar o espaço e tinham de se antecipar, e que se entra agora quase em campanha eleitoral a partir deste 25 de Abril. E há uma antecipação de um calendário que, por ventura, era um bocadinho mais tardio", explicou,


Marcelo Rebelo de Sousa falou ainda sobre a escolha do dia para a apresentação da coligação, considerando que PSD e CDS quiseram retirar à esquerda "o monopólio do 25 de Abril".

"A segunda ideia é a escolha do dia. Há nitidamente a ideia de um dia simbólico. Vamos antecipar para quando? Vamos antecipar para 25 de Abril, é a liberdade, é a democracia, é para todos e portanto é para a esquerda, como é para o centro, como é para a direita. Vamos retirar à esquerda - penso eu que era essa a ideia - o monopólio do 25 de Abril", concluiu.


Portugueses esperavam mais do discurso de Cavaco

Marcelo Rebelo de Sousa falou ainda sobre o discurso de Cavaco Silva durante as comemorações do 25 de Abril desiludiu os portugueses.

O comentador considerou que faltou uma perspetiva de futuro no discurso do Presidente da República e que este defraudou as expetativas dos portugueses.

"O Presidente teve aspectos que agradaram (...) e depois achei que faltou juventude, faltou educação, faltou emprego e faltou futuro", considerou Marcelo.