O líder parlamentar do PS, Carlos César, elogiou hoje o discurso do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobretudo os parâmetros em torno dos quais devem ser procurados consensos que compatibilizem finanças sãs e justiça social.

"Gostei particularmente da referência à nossa dimensão nacional, à nossa dimensão atlântica, à nossa dimensão universal, à necessidade de afirmarmos com qualidade a imagem do país no exterior e simultaneamente à necessidade de, na nossa política interna, sermos capazes de construir consensos que associem finanças sãs ao crescimento económico, ao crescimento do emprego e sobretudo à justiça social", afirmou Carlos César.

Para o líder da bancada do PS, o discurso do novo Presidente "trouxe certamente aos portugueses uma confiança nas instituições, uma tranquilidade relativamente ao relacionamento institucional futuro e revelou sobretudo que a Presidência da República poderá ser fundamental na afirmação de que o país tanto necessita de um ambiente de coesão nacional, de estímulos ao consenso".

"Esses parâmetros para uma ação interna e em torno dos quais devem ser construídos os consensos são muito importantes nesta mensagem presidencial", sublinhou.

Carlos César insistiu que Marcelo Rebelo de Sousa apontou para que esses consensos devem ser construídos "na base de uma combinação de valores que o país precisa de construir".

Para o presidente do grupo parlamentar socialista, que falava aos jornalistas na Assembleia da República, a procura de consenso "radicado no interesse nacional" é uma "obrigação, um dever, de todos os políticos e de todas as formações políticas".

"As eleições já aconteceram, este Governo está em funções, é legítimo, tem maioria parlamentar que o suporte, é tempo de o PSD esquecer a sua impaciência em relação à situação que hoje vive enquanto partido da oposição e de cumprir com sentido nacional e com sentido patriótico esse estatuto", argumentou.

"Tem de haver na sociedade portuguesa, entre os parceiros sociais, os partidos políticos, um denominador comum, senão parece que não estamos no mesmo país”, disse.

“Para estarmos em conjunto, procurando em sentido do interesse nacional, esse sentido de realização do que é mais urgente e premente é preciso que os partidos façam esses consensos onde eles são possíveis e não desprezar essa possibilidade só porque uns estão impacientes por não serem Governo ou ainda impacientes por já não serem", acrescentou o líder parlamentar do PS.