A campanha eleitoral de Marcelo Rebelo de Sousa, cujo programa completo está ainda por definir, não deverá ter comícios, nem as tradicionais "arruadas" com apoiantes, e também não está previsto que haja dirigentes partidários oradores.

Em declarações à agência Lusa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que a presença de quem o apoia nas suas ações de campanha - incluindo de personalidades do PSD e do CDS-PP, partidos que recomendam o voto na sua candidatura - funcionará com base no princípio da liberdade. "Não há convites", referiu.

Quanto à possibilidade de haver dirigentes do PSD ou do CDS-PP entre os oradores das suas iniciativas de campanha, o antigo líder dos sociais-democratas respondeu que isso "não faz parte da tradição das campanhas presidenciais" e que "não está previsto" que haja intervenções para além das suas e dos seus mandatários.

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou à Lusa que não prevê fazer "comícios no sentido clássico" e que andará "por todo o país", com exceção dos Açores, que visitou em novembro. Também poderá não voltar a parte do Alentejo e Algarve, onde já esteve em período de pré-campanha.

O programa não está fechado e, segundo a assessora de imprensa do candidato, Mariana Corrêa, poderá ser definido de forma faseada, com pouca antecedência. Será uma campanha "simples, com pouco dinheiro e próxima das pessoas", feita "com uma estrutura mínima", disse.

Não haverá as tradicionais "arruadas" com mobilização de apoiantes, nem "comícios ou jantares organizados com centenas de pessoas" e os treze dias de campanha oficial serão passados "mais a norte", acrescentou.

Para já, conhece-se apenas o roteiro até quarta-feira. No domingo, 10 de janeiro, quando arranca a campanha oficial, Marcelo Rebelo de Sousa estará em Trás-os-Montes, começando o dia em Vila Real e terminando em Vila Nova de Foz Côa, no distrito de Bragança.

Depois, estará nos distritos da Guarda, de Castelo Branco e de Portalegre, e ao final do dia de terça-feira viajará para a Madeira, com regresso a Lisboa na quarta-feira.

O local de encerramento da campanha, na sexta-feira, 22 de janeiro, não está decidido, mas "Lisboa é a tradição", referiu o candidato social-democrata.