Marcelo Rebelo de Sousa entende que é "sensata" a mensagem de José Sócrates de apoio ao PS e a António Costa.

"A declaração é sensata, é contida e se for a única declaração no período até 4 de outubro não tem influência negativa na campanha do PS. Pode ter [influência] positiva, não tem [influência] negativa"


A "dúvida", para Marcelo, é mesmo essa: "se além desta intervenção, haverá mais intervenções", afirmou, segundo a Lusa, à margem de uma ação de campanha da coligação "Portugal à Frente" (PSD/CDS-PP) em Guimarães.


O debate Passos-Costa


Na véspera do único debate televisivo entre os líderes da coligação PSD/CDS-PP e também primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o líder socialista, António Costa, o comentador da TVI disse esperar que o confronto seja esclarecedor e com pouco temas.

"Espero que os dois candidatos a primeiro-ministro sejam muito claros e muito precisos naquilo que é o seu compromisso, que não digam generalidades. Do debate espero que não tenha temas a mais. Espero que haja um equilíbrio entre temas da vida das pessoas e temas políticos puros. Não se perdoaria se não se falasse de Educação, Saúde e Segurança Social e se só se falasse de questões politicas"


Sobre a proximidade nas intenções de voto entre as duas forças políticas explicitas nas últimas sondagens, Marcelo Rebelo Sousa avançou com quatro pontos críticos de António Costa como explicação.

"A dificuldade de explicar o que se passou em 2011, a dificuldade em explicar o que se passa hoje, a dificuldade de querer ao mesmo tempo o centro e a esquerda e a dificuldade de um homem só, a meu ver, são as explicações pelas quais, volvidos oito meses, aquilo que parecia uma perspetiva eleitoral passou a ser outra perspetiva eleitoral", enumerou.