O Presidente da República eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu esta sexta-feira que vai sentir falta do trabalho académico e sublinhou o simbolismo de a última prova universitária em que participa ser no Porto.

Vou [sentir falta]. É a minha última prova académica antes de tomar posse. E aqui no Porto, o que é muito simbólico, que é uma cidade de trabalho, de amor à liberdade, mas também de muito trabalho académico e, portanto, é simbólico vir aqui à última prova ao Porto”, afirmou aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa na Faculdade de Direito da Universidade do Porto antes de participar nas provas de doutoramento de Diogo Feio.

Questionado diversas vezes sobre temas de política do dia, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que não faz nenhum comentário sobre a atualidade até tomar posse enquanto Presidente da República, ato para o qual disse já ter tudo preparado.

Diogo Feio, a prestar provas sob o título de “Uma História Interminável. Entre a União Europeia e a União Económica e Monetária: O Governo, o Orçamento e os Impostos”, agradeceu a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e sublinhou que se trata de “um verdadeiro embaixador da academia e um professor brilhante”, que nunca se despede enquanto tal “mesmo que esteja por outras paragens”.

No começo da semana, o Presidente da República eleito afirmou já ter o discurso pronto para a tomada de posse, na próxima quarta-feira, referindo que está agradado com o programa definido.

O dia da posse do futuro Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, começará às 09:00 no parlamento e terminará cerca de 12 horas depois com um concerto para jovens, com o hino nacional cantado pela fadista Mariza.

De acordo com a agenda provisória do Presidente eleito disponibilizada à agência Lusa na semana passada, serão seis os momentos previstos para o dia 09 de março, data em que tradicionalmente os chefes de Estado são empossados perante a Assembleia da República.

Numa cerimónia que será idêntica à de há 10 anos – quando Cavaco Silva substituiu Jorge Sampaio -, prevê-se que o Presidente da República cessante faça a sua última revista às tropas, e intervenções do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e de Marcelo Rebelo de Sousa, já depois da cerimónia de juramento, que o tornará o 19.º Presidente da República Portuguesa.