O Presidente da República terminou esta sexta-feira a visita de Estado ao Egito com uma homenagem, silenciosa, às vítimas do atentado contra a igreja de S. Pedro e S. Paulo, na catedral Copta no Cairo, que fez 29 mortos.

Marcelo Rebelo de Sousa depositou no memorial um ramo de flores que lhe foi entregue por Susana, uma das crianças feridas que sobreviveu ao atentado à bomba, em 11 de dezembro de 2016, mais tarde reivindicado pelo autoproclamado grupo Estado Islâmico.

Tendo a seu lado Tawadros II, Papa de Alexandria e Patriarca da Sede de São Marcos, o Presidente da República fez alguns momentos de silêncio em frente ao memorial com as fotos das 29 vítimas, “mártires da Igreja de S. Pedro e S. Paulo”.

Num debate na Universidade de al-Azhar, na quinta-feira à tarde, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a tolerância religiosa, a liberdade e o diálogo entre religiões, fez um apelo à paz no Médio Oriente e pediu que não se alimente “a ira e o conflito”.

Antes, a comitiva presidencial foi recebida no Patriarcado Copto-Ortodoxo, último ponto da visita de três dias, com um programa intenso que incluiu um encontro com o chefe de Estado egípcio, Abdel Fattah el-Sissi, e participou num fórum empresarial luso-egípcio.

A Igreja Copta Ortodoxa, criada no século I, é independente da Católica e pertence à Igreja Ortodoxa Oriental e tem a sua sede na Catedral de São Marcos. Os coptas constituem 10% da população egípcia e têm sido alvo de atentados nos últimos anos.

Esta sexta-feira, pela manhã, o Presidente da República cumpriu uma parte do programa mais cultural, foi conhecer as pirâmides de Gizé, misturando-se com os turistas, embora rodeado de apertadas medidas de segurança, visitou o novo museu egípcio, junto às pirâmides e, já no centro da capital, o museu onde estão mais de 120 mil antiguidades.

Marcelo Rebelo de Sousa regressa hoje a Portugal.