Marcelo Rebelo de Sousa considera que no discurso do Presidente da República neste 10 de junho faltou "um apelo ao consenso" e mais espaço para a "dimensão social".

"Está lá a economia, estão lá as finanças, está lá a política, está lá, ao de leve, o emprego ligado ao crescimento, talvez pudesse ter colocado mais tónica nas pessoas e no social."

Quando questionado sobre as críticas da oposição ao discurso do chefe de Estado, o comentador admitiu que "é natural que Cavaco Silva acabe onde sempre esteve: como PSD".

Em relação ao caso Sócrates, Marcelo afirmou que só quando se conhecer a acusação se saberá “se tudo isto valeu a pena”.

"Ou a acusação é muito forte e tudo isto que aconteceu fez sentido ou a acusação não é muito forte e nada disto fez sentido."


O comentador da TVI comentou a decisão do Ministério Público e do juiz, que optaram por manter a prisão preventiva depois de o ex-primeiro-ministro ter recusado a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, descartando “uma opção que era possível”: coloca-lo em casa com um policia à porta. Marcelo lembrou a este propósito a notoriedade do ex-primeiro ministro.

"Ele é suficientemente conhecido para não andar a sair pela porta de trás."


Quanto à decisão do próprio ex-primeiro-ministro, que recusou a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, Marcelo considera que se trata de uma escolha coerente com a estratégia que o ex-primeiro-ministro tem seguido.

"Foi coerente com a estratégia que tem seguido, de auto-vitimização. Foi mais uma defesa política do que jurídica."