O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realçou este sábado na vila da Batalha o vínculo dos militares portugueses à luta “pela Pátria, paz e liberdade”, tanto no passado como futuro.

Marcelo Rebelo de Sousa intervinha nas comemorações do Dia do Combatente e do 98.º Aniversário da Batalha de La Lys, na Flandres, durante a II Guerra Mundial, tendo recordado que Portugal nasceu há quase 900 anos “no regaço dos soldados”, nas disputas com outros povos da Península Ibérica, cristãos e muçulmanos.

Com tropas dos três ramos das Forças Armadas em parada, no exterior do Mosteiro da Batalha, o Chefe de Estado evocou o papel dos soldados portugueses ao longo dos séculos, bem como “a dádiva da própria vida para bem” do povo e da Pátria.

Nada nem ninguém fará vacilar a nossa vontade de lutar pelas causas da Pátria, da paz, da liberdade, da democracia e da dignidade da pessoa humana”, disse, enaltecendo a ação dos militares portugueses em diversos teatros de operações, em missões internacionais, “defendendo a paz e o direito internacional” quando “novos paradigmas” se apresentam à sua eventual intervenção no campo de batalha.

Rapidamente, os conflitos regionais deram lugar aos conflitos globalizados”, afirmou, a propósito de “um mundo cada vez mais complexo em que as antigas certezas já não nos servem”.

Marcelo Rebelo de Sousa falou de “novas ameaças” à paz no mundo e disse que “a formação, os valores e os princípios dos combatentes se mantêm fiéis aos princípios doutrinários que sempre caracterizaram” os militares portugueses.

Também agora, na sua opinião, “precisamos de homens e mulheres que amam a sua terra, que estejam prontos para cuidar e para lutar” por Portugal.

Se os adversários da liberdade e da tolerância contam com o temor, com a intimidação, com a hesitação ou com a dúvida da nossa parte, desenganem-se”, acentuou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República manifestou-se ainda convicto de que “o crescente protagonismo” do país “no cenário internacional em transformação” e o seu “compromisso com a paz e o multilateralismo em vários continentes” acaba por prestigiar a imagem de Portugal no mundo.

Marcelo Rebelo de Sousa, também comandante supremo das Forças Armadas, presidiu no Mosteiro da Batalha às comemorações do Dia do Combatente e do 98.º Aniversário da Batalha de La Lys, que incluíram a 80.ª romagem de antigos combatentes de todo o país ao Túmulo do Soldado Desconhecido.

Antes das cerimónias com as tropas em parada, o Presidente da República participou na missa de sufrágio pelos combatentes falecidos, celebrada pelo bispo Manuel Linda.

Após ter assinado o livro de ouro da Liga dos Combatentes, no Museu das Oferendas, Marcelo Rebelo de Sousa integrou ainda a cerimónia de deposição de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido.