O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realçou que Portugal se sente bem com a solidariedade da Europa, mas quer que "seja maior" no futuro.

"Sentimo-nos bem com essa solidariedade e queremos que seja maior no futuro", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, quando questionado sobre a ausência de um grande debate, em Portugal, sobre a integração europeia - assunto abordado no discurso de elogio ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que recebeu esta terça-feira o doutoramento honoris causa pela Universidade de Coimbra.

O chefe de Estado sublinhou que este doutoramento "é uma homenagem não só à Europa, não só a Jean-Claude Juncker, mas a todos os que em Portugal se bateram pela Europa e a todos os que na Europa têm sido solidários para com Portugal e têm sido muitos, muitos, muitos".

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a atribuição do grau 'honoris causa' a Jean-Claude Juncker é também um "sinal da abertura à Europa e à presidência europeia no mundo e à admiração que a Europa tem pela Universidade de Coimbra e pela universidade em Portugal".

Em declarações aos jornalistas à saída da cerimónia, o Presidente da República destacou ainda os inúmeros estudantes "que vêm de toda a Europa" para as universidades portuguesas, mas também o movimento inverso, de alunos portugueses que "estão espalhados pela Europa".

Instado a falar sobre o alargamento do dispositivo de combate a incêndios até 15 de novembro, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que hoje não pretendia fazer qualquer comentário "sobre outros temas que não académicos, aqui na vetusta Universidade de Coimbra".

À saída da cerimónia, lado a lado e sorridentes, o Presidente da República e o primeiro-ministro, António Costa, tiraram 'selfies' com estudantes da Universidade de Coimbra.

Antes de entrar para o carro, Marcelo deixou um conselho a um grupo de alunos: "Estudem que vêm aí os exames".