O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu a necessidade de ir "mais longe" na cooperação com São Tomé e Príncipe, um país "prioritário para Portugal".

A ideia é dizer a São Tomé e Príncipe que é prioritário para Portugal, a prioridade significa irmos mais longe naquilo que existe de cooperação", disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas à chegada a São Tomé para uma visita de Estado de três dias.

Questionado sobre se esta ideia é uma resposta às críticas do primeiro-ministro são-tomense de que a cooperação com Portugal não está a um nível desejável, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que não se tratou de críticas, mas sim "de anseios".

Acho que foram anseios, que nós temos também, é como na nossa vida pessoal, na nossa vida familiar é preciso de quando em vez dar saltos qualitativos, saber recriar, saber reinventar e trata-se de dar um salto ou pelo menos um passo para um patamar diferente", disse.

Pelo facto de terem passado 18 anos desde a última visita de Estado de um Presidente português a São Tomé e Príncipe - a última foi de Jorge Sampaio, em 2000 -, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que isso significa que o relacionamento entre os dois países entra "numa nova fase, num novo patamar".

Segundo o Presidente, nesta visita "há a preocupação de cobrir tudo, a parte da educação, saúde, ONG, solidariedade social, defesa, segurança, fora os pontos extraprograma".

"Sabem que faz parte da minha criatividade", declarou, deixando a ideia que pode haver surpresas fora do programa oficial, mas afastou desde logo a hipótese de subir a um coqueiro, como fez Aníbal Cavaco Silva, em 1990.

"Tentarei encontrar pontos mais pacíficos, mas não menos importantes", referiu.

O Presidente da República inicia esta terça-feira uma visita de Estado de três dias a São Tomé e Príncipe com encontros oficiais e com cooperantes portugueses na agenda.

São Tomé e Príncipe será o quinto país lusófono a que Marcelo Rebelo de Sousa se desloca desde que tomou posse, em março de 2016, depois de Moçambique, Cabo Verde, Brasil e Angola.