O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta terça-feira ser necessário haver um "equilíbrio" na preocupação com as contas públicas do país e os cuidados que se devem ter com a situação social dos portugueses.

Há que encontrar o equilíbrio - e é isso que no fundo em todos os Orçamentos se discute, e nas políticas a médio prazo [também] - de como compatibilizar o não descarrilar em termos económicos e financeiros relativamente à Europa com o não deixar de se olhar para a situação social dos portugueses", advogou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa falava esta manhã aos jornalistas no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, onde fechou a apresentação do "Barómetro Desenvolvimento Sustentável", definido pelos autores como o "primeiro grande inquérito" sobre a sustentabilidade em Portugal.

O Presidente reforçou ser necessária "muita atenção" para não haver "derrapagens económicas e financeiras", mas assinalou que estudos como o hoje apresentado são importantes para uma melhor aplicação das "medidas sociais" dos executivos.

Questionado sobre se um eventual aumento das pensões seria importante para o referido equilíbrio entre contas públicas e a situação social dos cidadãos, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a entrar em detalhes: "Não entro em pormenores", vincou.

Portugal tem uma “coesão social invejável” à escala mundial

O Presidente da República declarou ainda que Portugal tem uma “coesão social invejável” à escala mundial, mesmo com números elevados de cidadãos “que não saem” do limiar de pobreza.

Portugal “é um país muito coeso”, disse Marcelo Rebelo de Sousa e concretizou: “Temos uma coesão social invejável à escala europeia e por maioria de razão à escala mundial. É uma coesão, como o barómetro mostra, baseada numa proximidade de pequenas comunidades. Mas nós somos pequenos em termos territoriais, somos [é] grandes em termos de afirmação universal”.

De todo o modo, o chefe de Estado reconheceu que há milhões de portugueses abaixo ou perto do limiar de pobreza, sendo por isso necessário haver uma permanente atenção ao “equilíbrio” entre as contas públicas estáveis, sem derrapagens, e a situação social dos cidadãos.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou também a “adaptação a novas práticas e exigências” dos cidadãos portugueses, dando também nota positiva à “sensibilidade” dos cidadãos perante causas como a problemática alimentar ou o perigo dos fogos florestais.

O Presidente da República esteve hoje no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, onde fechou a apresentação do "Barómetro Desenvolvimento Sustentável", definido pelos autores como o "primeiro grande inquérito" sobre a sustentabilidade em Portugal.