Na terra de Passos Coelho, enquanto comia um palmier, Marcelo Rebelo de Sousa respondia à óbvia pergunta sobre o arranque oficial da campanha ser na terra do líder do PSD.

Do lado de dentro do balcão da pastelaria Gomes, no centro de Vila Real, o candidato disse que "não é nada estranho" ter escolhido esta terra. A justificação: "A minha família é de aqui perto, Celorico de Basto. Em linha reta, é perto".

E seguiu em frente, atribuindo a ausência de Passos na sua campanha a uma escolha do próprio: 
 

"É respeitável, sendo certo que há uma recomendação de voto, eu percebo que não queira misturar a sua posição partidária com a minha posição presidencial".


Ele, que já foi líder do PSD quis com isto sublinhar o carácter suprapartidário da sua candidatura, embora recolha a recomendação de voto tanto do seu partido como do CDS-PP.

Depois de defender "a autonomização" dos candidatos presidenciais em relação aos partidos, foi mais direto, deixando claro que também não faz questão da presença de Passos ou de Portas:

"Não é bom para ninguém, nem para o candidato, nem para os partidos".

Depois, fez questão de pagar a água e o bolo que consumiu. 

"As boas contas fazem os bons amigos", afirmou, na terra do 'amigo' laranja.