O Presidente da República teve alta do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, ao final da manhã deste domingo, e falou aos jornalistas sobre as alterações à lei do financiamento dos partidos ainda dentro da unidade hospitalar.

Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que não pediu a fiscalização preventiva do diploma a lembrou que tem até 11 de janeiro para decidir se o promulga ou veta.

"Dia 22 chegou-me o diploma, de 26 para 27 verifiquei que era uma lei orgânica e que, no meu entendimento, tinha de esperar oito dias para permitir que outras entidades, se quisessem, pedissem a fiscalização preventiva. Agora terminou esse prazo e eu próprio não a pedi, porque entendi que não devia pedir."

O Presidente não adiantou mais sobre a sua intenção, que segundo alguma imprensa é a de vetar, e pediu para não ser incomodado nas próximas 48 horas.

Marcelo deixou o hospital ouvindo alguns aplausos dos profissionais de saúde e pacientes presentes e ainda distribuiu beijinhos e fotografias.

O chefe de Estado aproveitou para agradecer a toda a equipa que o operou, assim como a todo o Serviço Nacional de Saúde, garantindo estar "feliz" por ter escolhido ser operado numa unidade pública.

"O SNS é uma conquista da democracia portuguesa muito importante", sublinhou, deixando os votos de um bom ano a todos os profissionais de saúde, sobretudo para o surto de gripe que aí vem.