“Estamos muito próximos do fim do ano, todos os números parecem garantir que ficamos aquém dos 03% (de défice) e não se espera da evolução política e, essa foi uma garantia que eu tentei dar, qualquer que seja o cenário de evolução política, em termos de Governo, não me parece que provável que haja uma mexida no défice”, afirmou, de acordo com a Lusa.

À saída do encontro com Jean-Claude Juncker, na sede do executivo europeu, em Bruxelas, Rebelo de Sousa acrescentou não haver, por isso, um “sinal de alerta quanto à evolução financeira portuguesa”.

O candidato ao Palácio de Belém relatou que Juncker lhe transmitiu a preocupação com a falta de apresentação das linhas gerais do Orçamento do Estado para 2016, mas a União Europeia “também está muito preocupada com o défice não subir”.

Rebelo de Sousa indicou que Portugal deve controlar e reduzir o défice e “ao mesmo tempo, como o toda a Europa, criar condições para crescimento, investimento e emprego”.

Na conversa com Juncker foram ainda abordadas as questões do terrorismo e do processo dos refugiados. Uma conversa tida no dia em que Cavaco Silva anunciou a data das eleições presidenciais, para 24 de janeiro de 2016. O professor concorre a Chefe de Estado e tem em Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa, por agora, os mais fortes adversários, segundo sondagens já apresentadas.